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segunda-feira, 18 de maio de 2015

ENTREVISTA DE PETRONILO HEMETÉRIO FILHO, PRESIDENTE DA ACADEMIA PATUENSE DE LETRAS E ARTES, NO JORNAL DE FATO

Por Nara Andrade
Da Redação / naraandrade@gmail.com
Professor aposentado, o cidadão patuense Petronilo Hemetério Filho formou-se em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 1968. Depois de dedicar 30 anos de sua vida ao ensino na rede pública de ensino, diz que deixou a sala de aula, mas continua atuando na educação, ministrando cursos, escrevendo livros sobre história, de contos, folclore e outros assuntos que envolvem a nossa região. Aos 80 anos, Petronilo já conta cinco livros de sua autoria, dos quais, três já publicados. Em entrevista a DOMINGO ele fala da alegria de participar da fundação da Academia Patuense de Letras e Artes, que teve sua primeira reunião de instalação no último sábado, 24, no auditório do Campus Avançado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em Patu.
DOMINGO – Por que fundar a Academia Patuense de Letras e Artes?
PETRONILO HEMETÉRIO – Porque nós já temos 22 escritores, 16 no Patu atual, e seis nos municípios que foram desmembrados de Patu, que são: Messias Targino, Olho D’água, Almino Afonso, e outros, que juntos chamamos de Patu antigo. Então quando se tem mais de 15 escritores e artistas já cabe a criação de uma Academia, porque é o lugar onde o grupo se reunirá para discutir, debater. É como se fosse uma associação. Um lugar onde todos se reúnem para debater suas ideias, apresentar seus trabalhos, lançar livros.

QUAL a importância dessa entidade para o município?
É DE grande importância, porque é como se fosse disparar um foguete na cultura, ou seja, irá elevar a cultura. Nós vamos ter essa agremiação de intelectuais para movimentar as letras, as artes e a cultura. Patu precisa muito disso, porque já tem todos os níveis de ensino, inclusive o universitário.

ONDE a Academia Patuense de Letras e Artes funcionará? Já existe uma sede?
NÃO, ainda estamos fundando a entidade. Ainda não tem sede. A primeira reunião foi sediada pelo auditório do Campus Avançado da Uern, em Patu. E a partir dessa reunião serão preparados os estatutos, o quadro social, e feita a estruturação da Academia. E entre outras coisas, será definido o local onde serão realizadas suas reuniões e atividades.

O GRUPO fundador da entidade está tendo apoio da sociedade e das autoridades nesse processo?
A GENTE tem apoio dos colegas, dos nossos confrades, e das autoridades. Mas é preciso ser reconhecido pelo poder público o trabalho que a gente faz, porque não tem fins lucrativos, e sim, fins intelectuais, de expandir a cultura, dar continuidade àquilo que já existe e fomentar o que ainda não existe, ou seja, descobrir novas coisas. Os intelectuais vão se reunir para discutir ideias, trabalhar em cima de patrimônio, do seu conteúdo, do seu potencial. Às vezes a gente pensa que não tem pessoas com capacidade para isso, mas estamos enganados, porque temos pessoas dedicadas, que já escreveram 2, 3, 4 livros ou mais, e gostariam mesmo de participar dessa academia. Essa é uma agremiação que reunirá todas as pessoas que escrevem, e tem vontade de discutir suas ideias, ou que ainda não escreveram, mas que tem ideias para expor e se tornar um escritor. Ela é muito importante porque traz um estímulo a quem gosta de escrever e a quem gosta de educação, de cultura, de desenvolvimento da sabedoria na sociedade.

FALANDO sobre a necessidade desse estímulo para a educação e cultura na sociedade, como o senhor avalia a relação das pessoas, principalmente, dos jovens com a leitura?
OS JOVENS hoje estão começando a despertar para a leitura. Porque, até  pouco tempo, ninguém queria ler, quando via um livro que fosse um pouco mais volumoso já reclamava. Mas, agora já estão melhorando, estão começando a ler e achar que as letras é que vai levar o progresso cultural a todas as cidades e a todas as nações. Por isso, Nelson Mandela dizia que a educação é a arma mais forte que existe.

JÁ EXISTE um calendário para  novos encontros?
DEPOIS dessa primeira reunião será eleita uma diretoria para administrar a Academia, e para resolver questões como a instalação, criação de estatuto, procura de local para sediar a entidade, procurar o poder público para requerer entre eles o apoio para que a Academia cresça. Em primeiro lugar, para que o poder público municipal ceda um prédio. Nós sabemos que Wilma de Faria fez Casas de Cultura em tudo que é cidade, mas em Patu começou e não concluiu, o prédio está abandonado, dizem que desviaram o dinheiro, não sei. A única coisa que sei é que a construção da nossa Casa de Cultura não foi concluída e a madeira e a telha desapareceram, e ninguém sabe quem levou. O prédio está abandonado servindo de abrigo para usuários de drogas.

NO MUNICÍPIO já existia alguma organização de escritores antes da fundação da Academia de Letras e Artes?
NÃO existia, nem no Patu Antigo, nem no Patu Atual, uma instituição que agregasse os escritores e os intelectuais. O que existia era o sindicato dos professores. Mas essa agremiação para congregar os intelectuais, as pessoas que são inteligentes, e querem desenvolver o trabalho da cultura e da educação, não existe ainda, a Academia Patuense de Letras e Artes será a primeira, será pioneira.

QUANDO surgiu a ideia de fundar a entidade?
A IDEIA foi nossa. Porque quando me aposentei continuei escrevendo. E trabalhando pelos cursos de educação, pelos cursos realizados para melhorar os conhecimentos dos filhos do produtor rural, qualificar a mão de obra. Então vi a necessidade de se criar uma instituição dessas para reunir os escritores. E esse era um desejo não só meu, mas de outros escritores da cidade, que acham que estão isolados, que estão separados, sem um espaço para conjugar suas ideias, e isso é muito importante para Patu, que é uma cidade pólo, rodeada por outros 11 municípios, e todos vão beber dessa água da sabedoria e desenvolver a cultura.

QUANTOS membros fazem parte da fundação dessa instituição? Todos esses 22 escritores citados no início estão envolvidos no processo?
AINDA não sabemos. Precisamos de no mínimo 15, e temos 22 como já disse. Eu acredito que todos vão fazer parte, mas não posso afirmar porque alguns poderão optar por aguardar o desenvolvimento para só então se filiar.

EXISTE um número determinado de vagas e como será feito o preenchimento de cada uma delas?
O NÚMERO de vagas é ilimitado. O que vai haver é uma qualificação para o preenchimento dessas vagas. Essa qualificação é comum a toda Academia de Letras e Artes e está pré-determinada no Estatuto de cada uma, os pré-requisitos que uma pessoa tem que preencher para ser sócio da entidade.

A ACADEMIA será composta apenas por escritores?
POR escritores e artistas. Artistas plásticos também podem ser sócios da Academia Patuense de Letras e Artes.

COMO o senhor avalia a produção literária e cultural de Patu hoje?
ACREDITO que vai melhorar, quando tiver a Academia, onde todos poderão se juntar, essa produção será revolucionada, porque temos patuenses que moram fora que são escritores e devem se filiar. E na ocasião das reuniões da entidade, esses membros retornaram para a cidade, participam do encontro e aproveitam para visitar a sua terra, sua família, passando mais de um dia, vai até o Santuário do Lima, que é a obra religiosa mais importante do estado. E esse encontro dos escritores que moram fora com o que continuam na cidade deve trazer muitas ideias.

GOSTARIA de fazer mais alguma consideração?
GOSTARIA apenas de dizer para a sociedade patuense que está na hora de dar as mãos e nos apoiar, para que esse movimento cresça e revolucione a cultura e a educação de Patu. Porque sem que haja o apoio de todos, ou de grande parte da sociedade, esse projeto não poderá se desenvolver. Uma pessoa, por si só, não pode fazer nada, e assim também a instituição precisa do apoio da comunidade para poder falar mais alto.

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PETRONILO HEMETÉRIO FILHO

PETRONILO HEMETÉRIO FILHO
PRIMEIRO PRESIDENTE DA APLA-ACADEMIA PATUENSE DE LETRAS E ARTES